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quinta-feira, 19 de junho de 2025

[PPGD/UFSC] Seminário - AS METAMORFOSES DA GLOBALIZAÇÃO: o papel do Direito no conflito geopolítico


AS METAMORFOSES DA GLOBALIZAÇÃO: o papel do Direito no conflito geopolítico
Curso ministrado pelo Prof. FEDERICO LOSURDO (Università di Urbino, Itália)



LOCAL: Auditório do Centro de Ciências Jurídicas - UFSC, Campus de Florianópolis/SC

Datas: de 30/06 a 25/08/2025, às 2as, das 14h30 às 18h


Inscrições: https://forms.gle/98MAy1dfzAPuVHZ68 

Certificação de extensão de 30h/a


Lista de transmissão de materiais: https://chat.whatsapp.com/KhmYnXt4j6BCPgOyxapE1l


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P R O G R A M A Ç Ã O


30 de junho – 14h30 – Aula: “As transições constitucionais democráticas na Europa e no Brasil”.

Debatedores: Arno Dal Ri Jr. e Cláudio Ladeira de Oliveira.


7 de julho – 14h30 – Aula: “Globalização neoliberal e Estado social condicionado”.

Debatedores: Arno Dal Ri Jr., Caetano Dias Correa e Moisés Alves Soares.


14 de julho – 14h30 – Aula: “Da Constituição europeia ao Brexit: a integração assimétrica”.

Debatedor: Diego Nunes.


11 de agosto – 14h30 – Aula: “A Europa em crise: da pandemia à economia de guerra”.

Debatedor: Arno Dal Ri Jr.


18 de agosto – 14h30 – Mesa redonda: “Autoritarismo e Direitos Humanos: entre o internacional e o nacional”.

Com Diego Nunes e Luana Renostro Heinen.


25 de agosto – 14h30 – Aula: “Guerras sem fim? Schmitt e o colapso da ordem internacional”.

Debatedores: Arno Dal Ri Jr. e Cláudio Ladeira de Oliveira.


Coordenação: 

Ius Commune - CNPq/UFSC - @iuscommuneufsc

Ius Gentium - CNPq/UFSC - @iusgentiumufsc

NINO GRAMSCI - Núcleo de Estudos do Materialismo Histórico e Geográfico - UFSC


APOIOS:

PPGD/UFSC - @ppgdufsc

Ius Commune - CNPq/UFSC - @iuscommuneufsc

Ius Gentium - CNPq/UFSC - @iusgentiumufsc

NINO GRAMSCI - Núcleo de Estudos do Materialismo Histórico e Geográfico - UFSC

Grupo de Pesquisa - Críticas do Direito e Desigualdades - UFJ

Università Degli Studi di Urbino Carlo Bo - DIGIUR



 

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

XVIII Semana Jurídica e SAJU/UFSC CONVIDAM!!!





Iniciando o terceiro e último dia da XVIII Semana Jurídica, às 08h20 do dia 22/10, o Serviço de Assessoria Jurídica Universitária (SAJU) da UFSC, em parceria com o Centro Acadêmico XI de Fevereiro, promoverá a capacitação "Diálogo Sobre Assessoria Jurídica Popular: Perspectivas de Atuação Profissional e o Papel do SAJU", proferida pela Profª. Me. Daniela Felix Teixeira, advogada e professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Debate no Conversas Cruzadas sobre a "Segurança na UFSC"

Comp@s! Buenas!
As lutas são tantas, que a manutenção e alimentação deste espaço tem ficado comprometida (e desejar!), mas, enfim, faz parte.
De qualquer forma, socializo aqui o último debate que participei no Conversas Cruzadas (TVCom/SC), dia 13/06/2014, que tratou das questões relacionadas à Segurança no Campus Universitário da UFSC.
Na bancada, juntamente com Renato Igor (Jornalista), estavam: Eu, Daniela Felix, Advogada Popular; Albertina de Souza, Presidente do Conselho Comunitário do Pantanal; Alceu Pinto Jr, Professor Univali; e, Wilian Shinzato, Membro da Comissão de Segurança Pública da OAB/SC
Os vídeos estão separado em 4 partes.
Pra quem se interessa pelo debate, vale assistir!
Abraços!





quarta-feira, 26 de setembro de 2012

CONVITE: Seminário sobre a IMPLANTAÇÃO DA DEFENSORIA PÚBLICA EM SANTA CATARINA


Seminário:
IMPLANTAÇÃO DA DEFENSORIA PÚBLICA EM SANTA CATARINA 

Local: Auditório do CCJ/UFSC 
Dia: 28/09 (sexta-feira) 
Hora: 18h30 

Divulguem e compareçam!!!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Direito e Ditadura


O PET-Direito promove, entre os dias 25 e 29 de outubro, o seminário Direito e Ditadura, aqui na UFSC, no Auditório do Fórum do Norte da Ilha.
As inscrições para ouvintes já estão abertas e podem ser feitas no site do evento, em que também se pode conferir a programação: 


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

IMPASSE: o sucesso!

«Impasse» em Florianópolis -fonte: http://passapalavra.info/?p=29139

Mesmo sabendo da imprevisibilidade das coisas, inexplicavelmente existe uma certeza de que estamos trilhando o caminho correto, apesar da jornada ainda ser muito longa e difícil. Por Victor Khaled
Faltam-me palavras para descrever o que aconteceu nesta semana. A vida e as lutas são mesmo pouquíssimo previsíveis, e não há como não se emocionar frente ao turbilhão de coisas que sistematicamente chega para nos surpreender.
Eu, que esperava um semestre muito mais calmo, de reflexão, planejamento e atividades menores, que vão mantendo acesa a chama, já não sei mais o que esperar…
Na segunda-feira, às 22h da noite, recebi uma ligação muito preocupada, alertando que a lei que autoriza uma nova concessão do transporte público para as empresas, por 20 ou 35 anos, seria votada na noite seguinte. A partir dali, toda conjuntura se alterou, e o que parecia ser um desastre para a gente pode vir a ser um elemento fundamental para que a luta do primeiro semestre do ano não se perca.
Foram poucas horas e muito trabalho e improviso para convocar uma reunião e acertar os detalhes do ato na Câmara de Vereadores. Mas, apesar da lei ter sido aprovada, o ato foi um tremendo sucesso: enchemos o plenário, fizemos variadas e criativas intervenções, tivemos uma grande repercussão e fortalecemos nossos ânimos. Éramos cerca de 200 pessoas. Apesar de pouca gente, não é fácil mobilizar assim de um dia para o outro.
Mas o mais impressionante aconteceu na quinta-feira. A estréia do documentário Impasse (veja aqui) reuniu na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) cerca de 600 pessoas. O auditório estava completamente lotado [apinhado], com muitas pessoas sentadas no chão, ou mesmo de pé, acompanhando o filme. Do lado de fora, no saguão do prédio da Reitoria, um telão exibia o documentário para as centenas de pessoas que não couberam no auditório. E o filme é simplesmente fantástico! Engraçado, muito informativo, sério, bem feito e empolgante. O nosso reencontro, a felicidade em rever as manifestações, relembrar e suscitar a memória do movimento, enfim, tudo parecia mágico e muito emocionante.
Depois da exibição, sem que houvesse qualquer preparação ou planejamento, aquilo que estava na cabeça de todos foi posto em prática. Conversei com algumas pessoas. Alguém tomou a iniciativa de pegar o megafone e organizar uma assembléia na frente do prédio da Reitoria, utilizando o famoso jogral. Eu estava muito nervoso, emocionado, suava e tremia, mas bastante confiante. Após o informe da aprovação da lei e da importância da continuidade da luta e de sua rearticulação, convocando para uma reunião neste sábado, às 14h30, no DCE da UFSC, que pretende dar o primeiro passo para a organização de uma campanha popular em torno do transporte, saímos cerca de 200 pessoas para fazer um pequeno ato, parando a rotatória [rotunda] em frente à Universidade.
A idéia era fazer algo simbólico, parar o trânsito por alguns minutos, elevar os ânimos e marcar presença. Mas, como costuma acontecer nesses casos, ninguém consegue prever nada do que vai acontecer. Aos gritos algumas pessoas chamavam “Beira-Mar! Beira-Mar!”, o que para alguns de nós parecia uma loucura. Mas as pessoas seguiram rumo à Beira-Mar, a principal via da cidade!
Pegando a polícia de surpresa, conseguimos tomar quatro pistas da avenida, parando o trânsito completamente em um de seus sentidos. Foi inacreditável e completamente surpreendente!
Seguindo pela Beira-Mar, apesar de alguns pequenos momentos de tensão, ocupamos o Terminal da Trindade, num clima ótimo, de euforia coletiva. Após uma pequena assembléia, retornamos pela Lauro Linhares para a UFSC, e embora tenham ocorrido alguns choques com a polícia, que mais uma vez invadiu a Universidade, tudo acabou bem.
Esses foram dois dos melhores atos que fizemos neste ano. Confesso que com todo peso, depois de todo sofrimento que passei, estava com saudades disso tudo. E quem não estava?
Eu sei que pode não parecer grande coisa o que estamos fazendo aqui. Não é nada assim tão grandioso, mas sinto um orgulho e felicidade enormes de participar disso tudo. E mesmo sabendo da imprevisibilidade das coisas, inexplicavelmente existe uma certeza de que estamos trilhando o caminho correto, apesar da jornada ainda ser muito longa e difícil.
Mas o mais importante é o quanto isso tudo é incrível!

domingo, 25 de julho de 2010

ENCONTRO INTERNACIONAL: JUSTIÇA RESTAURATIVA & CONTROLE SOCIAL

O Encontro Internacional de Justiça Restaurativa & Controle Social é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa e de Extensão Universidade sem Muros, do CCJ-UFSC/CNPq, Coordenado pela Dra. Vera Regina Pereira de Andrade, e tem como objetivo a abertura de um amplo canal de comunicação e consolidação de intercâmbio entre as Instituições envolvidas, incluindo a Magistratura Catarinense, por intermédio da ESMESC, no campo do Controle Social e da Justiça Restaurativa, tema sobre o qual versará.
O Encontro reunirá Palestrantes da Universidade Simon Fraser (Vancouver-Canadá), da Universidade Federal de Santa Catarina e do Centro Cultural Escrava Anastácia (Organização da Sociedade Civil).

As Inscrições são gratuitas 
serão emitidos certificados de até 20h/a

 

terça-feira, 29 de junho de 2010

Entrega do abaixo-assinado para a criação da Defensoria Pública de Santa Catarina

O DCE – Diretório Central dos Estudantes da UFSC – convida todos e todas para o ato de entrega do abaixo-assinado para a criação da Defensoria Pública de Santa Catarina


A Defensoria Pública é um órgão do Estado garantido no art. 134 da Constituição Federal, que tem o dever constitucional de prestar assistência jurídica gratuita às pessoas que não podem pagar um advogado particular. É instituição indispensável numa democracia para garantr o direito que todo cidadão tem de acessar o Poder Judiciário sempre que tiver violado um dos seus direitos. Ocorre que Santa Catarina é o único estado do Brasil que não implantou a Defensoria Pública Estadual nos termos da Constituição e da Lei Complementar nº 80/94.
Diante disso, em 2005 formou-se, a partir da UNOCHAPECÓ, o Movimento pela Criação da Defensoria Pública no Estado de Santa Catarina. Entre outras atvidades, o Movimento iniciou um abaixo-assinado para propor um projeto de lei de iniciatva popular que implantaria a Defensoria Pública Estadual em Santa Catarina. Após cinco anos recolhendo assinaturas, com o apoio de diversas entidades – dentre elas a Pastoral da Juventude e o DCE da UFSC –, o número de 45 mil assinaturas, mais de 1% dos eleitores do estado e quantidade necessária para dar entrada nesse tipo de procedimento, foi atingido.
Por isso, estamos convidando a todos que assinaram o documento, têm interesse ou se mobilizaram de alguma forma para o sucesso deste movimento, para que se façam presentes na Assembleia Legislatva do nosso estado na próxima quarta-feira, dia 30, na sessão que começará às 14h, para assistir à entrega das assinaturas e pressionar as autoridades para que seja dada a merecida prioridade a essa pauta, e esse direito fundamental não seja mais negado aos catarinenses.
Quem estiver saindo da UFSC e quiser companhia para ir ao centro, nos encontraremos às 13h em frente à Concha Acústca. 

O QUÊ: Entrega do abaixo-assinado para a criação da Defensoria Pública de Santa Catarina
ONDE: Na ALESC (Assembleia Legislatva de SC)
QUANDO: Quarta-feira (30/06), às 14h

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Festival Audiovisual do Mercosul - FAM 2010

FAM em ritmo de estreia

As atenções se voltam para o cinema em Florianópolis, a partir desta sexta, com o 14º Florianópolis Audiovisual Mercosul - FAM2010, pela segunda vez sediado no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina. O evento, de 11 a 18 de junho, é uma realização da Associação Cultural Panvision, com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet, e do Funcultural do governo do Estado de Santa Catarina, e apoio do Fundo Nacional de Cultura, Secretaria do Audiovisual, Ministério da Cultura, BRDE, Estúdios Mega, Estúdios Quanta, Kodak e Canal Brasil. São apoiadores institucionais as universidades UFSC e UDESC, e a Prefeitura de Florianópolis/Fundação Franklin Cascaes.
Há 14 anos consecutivos o FAM oferece ao público catarinense uma extensa programação de cinema com entrada franca e se consagrou como uma referência no debate das políticas do setor, discutidas no Fórum Audiovisual Mercosul. Este ano, além das mostras competitivas e do Extra-FAM, não-competitiva, serão exibidas quatro mostras convidadas e haverá uma série de eventos paralelos.
O principal destaque do festival, a Mostra de Longas Mercosul exibirá oito longa-metragens. As sessões serão sempre às 21 horas no Auditório Garapuvu, o palco principal, com 1.400 lugares. A mostra abre o FAM, dia 11, com a exibição de Cabeça a Prêmio, que marca a estreia do ator Marco Ricca na direção. Outras duas produções nacionais serão exibidas: Hotel Atlântico, de Susana Amaral, que teve cenas rodadas em Florianópolis, e Muamba, do catarinense Chico Faganello, vencedor do edital da Cinemateca Catarinense – Fundação Catarinense de Cultura em 2007. Dos outros cinco longa-metragens, três são argentinos: La mosca en la ceniza, de Gabriela David; La invención de la carne, de Santiago Loza; e Mentiras piadosas, de Diego Sabanés. Completam a lista o longa chileno Ilusiones ópticas, de Cristián Jiménez, e o uruguaio Mal dia para pescar, de Álvaro Brechner.
Este ano serão prestadas três homenagens especiais, aos 80 anos da produtora brasileira Cinédia, com a presença de Alice Gonzaga, diretora da companhia, a Esdras Rubim, criador do Festival de Gramado e primeiro presidente do Fórum dos Festivais, e ao Funcine, o Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis, que receberá o Prêmio Gerlach de Reconhecimento ao Audiovisual Catarinense, oferecido pela Cinemateca Catarinense.
O FAM sedia mais uma vez o lançamento do Edital Catarinense de Cinema, edição 2009/2010, da Secretaria de Estado do Turismo, Cultura e Esporte e Fundação Catarinense de Cultura, no dia 17, às 20h45.
Ao todo, o festival exibe mais de 140 produções brasileiras, de 12 estados e Distrito Federal e da Argentina, Chile, Paraguai, Colômbia, Uruguai, Cuba e Espanha. São 182 horas de exibição. Esta edição teve o maior número de inscritos da história do FAM, 551 filmes, de 14 países.
Nas mostras competitivas, serão exibidas 28 produções na Mostra de Curtas Mercosul 35 mm, 36 na Mostra de Vídeos, 21 na Mostra Infanto-juvenil, e 16 na Extra-FAM, não-competitiva.
Além do Auditório Garapuvu, haverá sessões no auditório da Reitoria e Teatro da UFSC (DAC/Igrejinha).

Programação e mais informações: http://www.audiovisualmercosul.com.br/ 


Mostras convidadas

Mostra Outros Olhares: Antologia EICTV
A Mostra Outros Olhares: Antologia EICTV, inédita no Brasil, será outro grande destaque desta edição. Trata-se de uma seleção de 12 dos melhores curtas-metragens produzidos nos últimos 23 anos da famosa Escuela Internacional de Cine y Televisión de San António de Los Baños, de Cuba. Pepi Gonçalvez, coordenadora da cátedra de produção da escola, estará presente para apresentar os filmes.

Mostra Universitária
Para prestigiar as produções de escolas de cinema catarinenses, a Mostra Universitária vai apresentar filmes produzidos por alunos de cinema de Santa Catarina.

Cinédia 80 Anos
Uma das primeiras produtoras cinematográficas do país e pioneira na industrialização do setor, a Cinédia completa oito décadas de fundação este ano. Para celebrar a trajetória deste patrimônio do cinema e da cultura brasileira, o FAM2010 realiza a Mostra Comemorativa Cinédia 80 anos, que vai exibir três dentre os maiores sucessos de bilheteria da Cinédia e do cinema brasileiro, O Ébrio, O Samba da Vida e 24 Horas de Sonho, com cópias restauradas e recuperadas pela produtora.

CINEFoot
E como o FAM ocorre junto com a Copa do Mundo, haverá uma Mostra Paralela sobre Futebol, o CINEFoot, com quatro curtas relacionados com o mundo do futebol.

Fórum Audiovisual Mercosul
Uma outra característica do FAM desde sua primeira edição, o Fórum Audiovisual Mercosul abrirá diversos espaços de debates de caráter político, econômico e cultural. O Seminário de Cinema e Televisão do Mercosul, de 12 a 17 de junho, sempre às 15 horas e com transmissão ao vivo pela internet, terá seis painéis, com a presença de representantes do setor público e da cadeia produtiva do audiovisual.
O Fórum já consolidou seu espaço na agenda do audiovisual latino-americano. Foi fundamental para a criação do Fórum de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais dos Países do Mercosul, Bolívia e Chile, que reúne as autoridades responsáveis pela política cinematográfica na região. No Fórum também surgiu a iniciativa de criação da Recam, a Reunião Especializada de Autoridades Cinematográficas e Audiovisuais do Mercosul.
Também dentro das atividades do Fórum está o I Encontro de Film Commissions da América Latina, realizado no Hotel Maria do Mar, no Saco Grande, de 10 a 13 de junho. Reunirá comissões de representantes de instituições públicas e privadas responsáveis pela criação de normas e procedimentos referentes à produção audiovisual. Para o encontro estão confirmadas participações de representantes do México, Panamá, Peru, Colômbia, Chile, Argentina e Uruguai, além de representantes das Film Commissions brasileiras, da Filmbrazil (Divisão internacional da APRO que reúne produtoras de publicidade focadas no Mercado Internacional), do Cinema do Brasil (Divisão Internacional do SIAESP que reúne produtoras de Cinema com foco no Mercado Internacional de produção), da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e da Divisão de Promoção do Audiovisual do Ministério das Relações Exteriores.
Nas atividades Extra-Fórum, haverá o Pré-Congresso Catarinense de Cinema, promovido pela Cinemateca Catarinense, a Reunião das Entidades de Audiovisual do Sul do Brasil e o Pré-Congresso Brasileiro de Cinema.

Eventos paralelos
Na programação haverá também lançamento de livros e revistas do setor audiovisual. O Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro (CPCB) lança uma edição especial da revista Cadernos de Pesquisa, importante periódico de divulgação da pesquisa cinematográfica brasileira, editado a partir dos anos 80. Myrna Brandão, presidente do CPCB e Carlos Augusto Brandão, diretor da instituição, estarão presentes no lançamento, sábado, dia 12, às 17h30, na Sala Aroeira, no Centro de Eventos.
O Centro Técnico do Audiovisual (CTAV), da Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura lança o número 50 da Revista Filme Cultura, referência de leitura sobre cinema no Brasil, que circulou durante 22 anos. O evento será no domingo, dia 13, às 18 horas, no Centro de Cultura e Eventos, com a participação de representantes do CTAV.
A pesquisadora Alessandra Meleiro, que participa de um dos painéis do Fórum e coordena o Centro de Análise do Cinema e do Audiovisual (CENA), lança no dia 14, às 18 horas, três livros da coleção Indústria Cinematográfica e Audiovisual Brasileira, organizada por ela, com os títulos Cinema e Políticas de Estado: da Embrafilme a Ancine, Cinema e Economia Política e Cinema e Mercado.

Cursos e oficinas
Como nos anos anteriores, o FAM oferece espaços gratuitos de formação e troca com profissionais renomados do audiovisual. Serão oferecidos dois cursos, um de Direção de Fotografia, Câmera e Iluminação Cinematográfica com Pedro Pablo Lazzarini e uma oficina sobre a técnica de animação Flip Book, com Marão, da Marão Filmes, presidente da Associação Brasileira de Cinema de Animação.

Música
E para animar o hall do Centro de Eventos da UFSC, o FAM em parceria com a ONG Arte Movimenta selecionou grupos catarinenses de música, em estilos como chorinho, MPB e música erudita, que se apresentarão às 18h30 e 20h30, nos intervalos das mostras.

domingo, 23 de maio de 2010

Artigo: ALEXANDRE MORAIS DA ROSA

Caríssim@s,
Reproduzo aqui o texto do Alexandre Morais da Rosa (TJSC/UFSC), publicado no seu Blog sexta, dia 21.05, que - aos que acompanham -, avança no debate proposto por ele anteriormente (no artigo "O judiciário e a lâmpada mágica") sobre a apropriação equivocada do conceito de eficiência pelo Poder Judiciário.
Pactuo com a reflexão elaborada por ele, pois este assunto ocupou parte das minhas preocupações quando elaborava a dissertação.
Vale a leitura!

 


Alexandre Morais da Rosa e Warat


ABDCONST - Algumas coisas que disse: Franchising Judicial ou de como a magistratura perdeu o dignidade por seu trabalho, vivo?


“E você ainda acredita
 Que é um doutor 
Padre ou policial 
Que está contribuindo 
Com sua parte
 Para o nosso belo
 Quadro social...” Raul Seixas.
Alexandre Morais da Rosa[1]


1. Para iniciar nosso debate farei uma indagação simples, até ingênua, partindo de um exemplo. Consta na Wikipédia que: “Havainas é uma marca brasileira de chinelos de borracha produzidas pela São Paulo Alpargatas, uma empresa do Grupo Camargo Corrêa. A marca, que possui participação de 80% no mercado brasileiro de chinelos de borracha, comercializa cerca de 162 milhões de sandálias anualmente, dos quais 10% para mais de 80 países dos cinco continentes, podendo ser encontrada em mais de 200 mil pontos de venda. As exportações chegam a 22 milhões de pares (somente nos Estados Unidos está presente em 1.700 pontos de venda). A cada três brasileiros, dois em média consomem um par de "Havaianas" por ano. As vendas da sandália de borracha Havaianas, produto de sucesso da Alpargatas, já representam metade do faturamento da companhia, que no ano passado foi de R$ 1,6 bilhão. O investimento em marketing da marca, de 12% a 13% do faturamento, tem mantido a Havaianas em trajetória de crescimento. O percurso para a sandália ganhar status de marca fashion foi longo. Ele começou a ser traçado em 1994, quando a marca estava em crise, com queda de vendas. A empresa reagiu e lançou, com uma grande campanha de marketing, a Havainas Top, um novo modelo de sandálias de uma única cor. De 1994 a 2000 o produto foi aos poucos "sofisticado" pela empresa em campanhas e em muitos lançamentos. Foi quando modelos e celebridades começaram a desfilar com a sandália nos pés. As exportações aceleraram e a marca ganhou espaço em revistas e nas principais vitrines de moda no mundo.”

2. Imaginemos que qualquer um de nós foi escolhido para ser Presidente da fábrica que produz as sandálias “havaianas”. Para se chegar a tal posto, claro, não se fez concessões “abusivas” aos direitos dos trabalhadores, mas sim aos acionistas da empresa que “acreditaram” nas possibilidades de “Boa Governança”. Pois bem, dia destes sentei-me ao lado de um destes “técnicos de automação” durante um voo. Conversamos amenidades até que ele começou a falar do projeto que estava trabalhando, diria eu, “efusivamente”. Contou-me que a fábrica das Havaianas, em Campina Grande, na Paraíba, era feita de maneira quase manual, com “muitos empregados” e com um “custo de produção” muito alto. A nova fábrica que por minha incompetência não descobri onde é, precisará de poucos trabalhadores e, assim, diminuirá, os custos da produção. A pergunta que faço é: quem de nós, na condição de presidente, não optaria por este modelo mais eficiente? Quem não optar – e na verdade não há opção – perderá o emprego. Isto me fez lembrar o fato de dia destes, também, fui ao Banco depositar uns cheques e aproveitei para dar um olá para o gerente de minha conta. Conversamos banalidades e entreguei os cheques – os juristas diriam cártulas. Qual não foi a minha surpresa quando ele disse que já voltaria. Levantou-se e foi fazer o depósito no caixa eletrônico, entregando-me o comprovante de depósito. Perguntei-lhe o motivo e ele, sem peias, disse-me: estás vendo a caixa do banco. Respondi que sim. Continuou: entre as minhas metas está o aumento dos depósitos no caixa eletrônico. Se eu não cumprir as metas, perco o emprego. Se eu cumprir as metas, ela perde. Entendeu?, perguntou ele. Disse: perfeitamente.

3. Este dois exemplos do cotidiano podem, quem sabe, apresentar uma das chaves do que se passa no contexto brasileiro não só no “trabalho objetivado”, mas também sobre a impossibilidade econômica do “trabalho vivo” no contexto do pensamento único neoliberal. A par disto, também, cabe refletir sobre o que se passa nos últimos anos no campo da Administração Pública e, especialmente, no Poder Judiciário. Dito diretamente: é preciso entender que o Poder Judiciário deixou de ocupar um lugar de “instituição” para se postar como uma mera “empresa” encarregada da solução de conflitos ao menor “custo coletivo”, atendendo a uma lógica pragmática do custo-benefício.

4. Jean Pierre Lebrun aponta que “instituir” significa um lugar de exceção, de primeira vez, de alguma noção de hierarquia que não se perde em consensos horizontais habermasianos, enfim, um lugar de comando no qual a diferença dos lugares promova um certo respeito pelo dito. Não se trata, claro, de resgatar a legitimidade do lugar autoritário, nem muito menos aceitar a “democracia sem fricções”, onde tudo é deliberado em um “ética discursiva”. Isto seria desconsiderar que para além do pano de fundo discursivo há normas constitutivas e ideológicas, jogadas no campo do político. Entretanto, este possível lugar de Referência, anteriormente ocupado pelo Estado, diante do desmonte neoliberal, não pode ser substituído pelo Mercado, como Davos não cansa de dizer que é viável. Slavoj Zizek, neste sentido, adverte que na matriz Davos e Porto Alegre se afirmaram como cidades gêmeas da anti x globalização. Enquanto Davos promove encontros “seguros” em que as discussões eram conduzidas para o convencimento de que a globalização é o melhor para o mundo, Porto Alegre procurava demonstrar que a globalização neoliberal leva a morte. O que não se percebe é que a promessa de morte fascina, sabia o velho Freud. Houve, assim, na última década, uma transferência paulatina, inclusive das personalidades, do foro de Porto Alegre para Davos, quando não aparições performáticas em Porto Alegre, rumo a Davos. Mais uma vez o pensamento único prevaleceu... (Rui Cunha Martins).

5. Retomando o argumento, pode-se dizer que os “Aparelhos Ideológicos” (Athusser) hoje são governados por práticas de gestão administrativas da eficiência, cujo preço democrático é percebido por poucos. E os que percebem, de alguma maneira, encontram-se coarctados na possibilidade de resistência. O sintoma disto pode ser visto pelos inúmeros Relatórios que o Conselho Nacional de Justiça - CNJ obriga a preencher a todo o momento. O culto pela “avaliação”, até porque não se sabe, de fato, quais são os critérios de quem analisa, se é que analisa, ganha contornos patológicos nesta virada de século, tudo em nome da “Boa Governança”. Cada vez mais os magistrados são obrigados a enquadrar suas atividades em fichas técnicas de cumprimento de obrigações conforme o Protocolo, também editado ou reiterado pelo CNJ, com o primeiro reflexo de se jogar conforme as regras do jogo, a saber, cada vez mais só se valoriza o que gera bônus, transformando a atividade jurisdicional em uma verdadeira atividade de “franqueado jurisdicional”. Claro que abusos acontecem no Poder Judiciário. Contudo, eles não podem ser o “Cavalo de Tróia” da eficiência. O resultado mais evidente é a “homogeneização” das decisões, voluntariamente ou de maneira forçada (Súmulas, Reclamação, Recusa recursal, etc.), com a transformação dos antigos juízes em meros gestores de unidades jurisdicionais. Aliás, quem não cumpriu a Meta 2 do CNJ preencheu uma proposta de gestão do acervo para 2010.

6. Aldacy Rachid Coutinho, professora de Direito do Trabalho da UFPR, aponta que dentre as diversas questões ocultas na atualidade, algumas podem e devem ser enfrentadas. Não se pode mais fingir cinicamente que não se sabia! Passamos de um Judiciário em que a figura do juiz era autônoma para uma “jurisdição monitorada”. Basta perceber que os Tribunais controlam desde a quantidade de julgados até o número de audiências designadas, bem assim indaga o motivo de não se marcar, eventualmente, audiências em alguns dias... Este tipo de ingerência abusiva implica na adoção eficientista da magistratura, numa verdadeira confusão do que se configura o “trabalho” da magistratura. A lógica, perdoem-me a possível ingenuidade, é a conversão do que ainda restava – para usar categorias fora de moda – de “trabalho jurisdicional vivo” em “trabalho jurisdicional objetivado”, bem demonstra Leonardo Wandelli. É impossível continuar-se a fingir/negar/mascarar a quantidade de colegas nossos que se tornaram dependentes químicos (fluoxitina, ritalina, cocaína, maconha, psicofármacos em geral), com irritação desmensurada, separações, assédio moral contra servidores da Justiça e familiares, terceirização das decisões (nunca se viu tanta dependência aos ditos assessores)... Há uma verdadeira perda das referências simbólicas que antes seguravam a atividade jurisdicional, podendo-se arriscar uma verdadeira “Síndrome do Pânico Jurisdicional - SPJ”. Entenda-se por esta SPJ a verdadeira substituição da atividade jurisdicional por um “curto-circuito” da atividade ritualizada de julgar, transferida para decisões já-dadas, de maneira acelerada, cuja angústia dispara o pânico. Jorge Forbes fala “da angústia própria à decisão. Não há decisão que não seja arriscada e que não induza à perda. O mal chamado estresse nada mais é do que a consequência do medo de decidir, que provoca o empanturramento de opções.” É que o sujeito juiz encontra-se num dilema: se decide como deve decidir, com reflexão e enunciação, demora mais do que o Sistema exige, e traz consigo a acusação de julgar contra o que já está estabelecido, dando falsas esperanças....; se decide como já-está-decidido apaga seu nome da decisão, a saber, não faz diferença quem assina, pois qualquer um poderia assinar esta decisão (sic) sem enunciação. E uma das características da Modernidade foi a de legar o lugar da enunciação, a saber, de alguém pontuar do lugar do juiz, transformada hoje em dia numa verdadeira lógica de “Franchising”, modo pelo qual a administração da Justiça, via Análise Econômica do Direito – Law and Economics, promove um sistema de decisões judiciais fixadas, ex ante, pelo franqueador. A licença da marca é previamente valorizada – uma decisão do TST, do STJ ou STF, a qual implica num reconhecimento do valor da decisão no mercado jurisdicional, sob o pálio de uma efusiva e – arrisco – canalha “eficiência”.

7. Como exemplo desta lógica homogeinizante pode-se invocar o processo eletrônico, o qual pode ter funções democráticas, mas na lógica que está sendo pensado servirá para dar “conforto jurisdicional ao julgador, dado que as “fórmulas” estarão, em breve, pré-dadas pelo Franqueador e o trabalho do Juiz-Franqueado será o de mero alimentador do Sistema, então, economicamente eficiente. A resistência de alguns setores da magistratura é tida como de gente ultrapassada, conservadora, quando, na verdade, é gente que procura demonstrar que não quer ser um franqueado. Contudo, estes resistentes, estão perdendo a batalha em nome da “segurança jurídica” e diminuição do “custo país”.

8. Com isto, em breve, da velha tarefa de julgar sobrarão apenas lembranças nostálgicas? O ambiente democrático que permeava o Poder Judiciário é tomado por um totalitarismo em que, diante da “burocratização eficiente” da atividade, pouca democracia se poderá buscar (Marco Marrafon). O tempo de um magistrado cada vez mais será tomado pelo preenchimento de infinitos relatórios de gestão, sistemas de monitoramento, coerções de uniformidade, e a consequência é que não restará, parafraseando Lebrun, nem tempo, nem espaço, e sobretudo desejo para que alguns assumam essa função, de tanto que estarão sujeitos a tarefas de controle e de gestão. Dito diretamente: Gestão sem Jurisdição. Alguns poderão objetar que não é assim, nem que os passos dados na história recente indicam neste sentido. Por isto vale a pena insistir nos sintomas de tal caminhar, lembrando-se sempre que os modelos totalitários sempre se impuseram em nome do combate à corrupção, como no golpe de 1964.

9. Mas não é só isto. Há mais. Por que o subsídio dos juízes brasileiros, após a EC 45, é um dos maiores da América Latina? Ao pensar sobre este tema cabe a advertência de Milton Friedman: não existe lanche grátis! Dito de maneira mais direta: alguma coisa se esconde por detrás deste movimento, manifestamente ideológico. No pós Constituição de 1988 o Judiciário passou a responder com maior veemência às demandas populares, especificamente no cumprimento das promessas da Modernidade, na efetivação dos Direitos Fundamentais (Lenio Streck, Ingo Sarlet). Embora não tenha sido a pretensão do próprio Poder Judiciário, no pós/88 (Werneck Vianna), a magistratura passou a ser a alavanca de modificacões estruturais, com o aumento do “custo país”, a saber, a atividade econômica precisava compor o “custo da produção” com o fator Poder Judiciário, manifestado pelo binômio “previsibilidade” e “eficiência”. Isto porque houve uma postura de parcela significativa da magistratura no sentido da Justiça Social.

10. Cabe marcar que o “Princípio da Eficiência” produziu um câmbio epistemológico do Direito, tornando a forma de pensar a partir de meios, reproduzindo vítimas. Claro. Vítimas de um modelo de Estado do Bem Estar Social não realizado e que se encontra, paradoxalmente, em desconstrução. Dito de outra maneira, o Estado Social é imaginariamente desfeito sem nunca ter sido, efetivamente, erguido. Trata-se da destruição de ruínas-sociais. Jacinto Nelson de Miranda Coutinho sustenta: “Neste quadro, não é admissível, em hipótese alguma, sinonimizar efetividade com eficiência, principalmente por desconhecimento. Afinal, aquela reclama uma análise dos fins; esta, a eficiência, desde a base neoliberal, responde aos meios.” O discurso neoliberal promove, assim, uma “despolitização da economia”, como argumenta Zizek, abrindo espaço para que o significante da eficiência penetre no jurídico como sendo a nova onda redentora, verdadeiro “grau zero” (Barthes) da releitura do Direito. A economia acaba se tornando algo praticamente sagrado da “Nova Ordem Mundial”, sem que se possa fazer barreira pelo e no Direito (Avelãs Nunes). A eficiência inserida no caput do art. 37 da Constituição da República, percebida desde o ponto de vista de Pareto, Coase ou Posner, passa a ser o critério pelo qual as decisões judiciais devem, necessariamente, submeter-se. Não se trata mais de num cotejo entre campos – econômico e jurídico –, mas na prevalência irrestrita da relação custo-benefício. Este discurso maniqueísta entre eficientes de um lado e ineficientes de outro, seduz aos incautos de sempre, os quais olham, mas não conseguem perceber o que se passa. A questão é mostrar que este é um falso dilema, adubado ideologicamente (Julio Cesar Marcellino Jr). Sair deste quadro de idéias colonizadas é tarefa individual. Faz-se ao preço de um estudo sério que não se apazigua com frases feitas emitidas pelo senso comum teórico (Warat) e vendidas no mercado de decisões judiciais. Até porque as utopias da Modernidade não geram mais o engajamento de justificar uma razão para morrer. Um fim último, perdido no mercado das pequenas satisfações pulsionais diárias, efêmeras, cuja satisfação não implica na prometida completude. Mesmo neste quadro parece que o engajamento se perde na preguiça e ausência de esperança de um projeto coletivo. O individualismo hedonista, nesta quadra, no campo do Direito Estético de hoje, esbarra no muro das lamentações, sempre. Os sonhos coletivos viraram souvernirs, mercadorias. Camisetas de “Che Guevara” sem que saiba quem é, ou o que representou... são um exemplo limítrofe.

11. Com efeito, a resposta ao questionamento, já antevista no Documento 319 do Banco Mundial, passava por Reformas pontuais e silenciosas (Gerivaldo Neiva). Não sem razão a publicação da FGV e do Ministério da Justiça (I Prêmio Innovare) sobre o Judiciário chama-se: A Reforma Silenciosa da Justiça. Antônio Gramsci apontava que a cooptação dos intelectuais pelo Sistema Hegemônico era uma das estratégias de poder utilizadas para domesticar o pensamento crítico. A atualidade desta categoria se manifesta na maneira pela qual as decisões no âmbito do Poder Judiciário brasileiro se apresentam. O cotejo do Documento n. 319 do BID, dentre outros, aliada a frase de Milton Friedman de que o Direito é por demais importante para ficar nas mãos dos juristas bem demonstra a pretensão de pensamento único, neoliberal, em que o Poder Judiciário é metaforizado como uma grande orquestra, a saber, por um maestro (STF), com músicos espalhados nos diversos “instrumentos”. Estes músicos, ainda que arregimentados, eventualmente, por sua capacidade técnica e de reflexão, ficam obrigados a tocar conforme indicado pelo maestro, sob pena de exclusão da “Orquestra Única”. Não há outra para concorrer; ela é a portadora da palavra. Diz a Verdade. Ainda que alguns dos músicos pretendam uma nota acima ou abaixo da imposta, não lhe dão ouvidos, porque o diálogo é prejudicado. O slogam é: toque como queremos ou se retire. A “Orquestra do Poder Judiciário” ainda está em formação e a harmonia pretendida pelos donos do poder foi se adaptando por Emendas Constitucionais e Reformas Legislativas. Primeiro, claro, a (in)eficiência de um Poder paquidérmico, caro, oneroso, devolvido a sua grande missão: garantir os contratos e a propriedade privada, em nome da confiabilidade no mercado internacional. Para tanto foram articuladas diversas técnicas: 1) Súmula vinculante: por ela o maestro (STF) pode impor, definitivamente, a nota a ser tocada, retificando a interpretação mediante uma simples Reclamação, podendo, ainda, responsabilizar o músico juiz faltoso; 2) Reformas legislativas: a) abreviação do julgamento, mesmo sem o estabelecimento do contraditório; b) Relativização da coisa julgada inconstitucional (Paolo Otero iniciou e ganhou fôlego no Brasil), a qual quebra a ficção que se estabelece o Processo: a coisa julgada, bem sabia Carnelutti. A ficção maior do sistema, a coisa julgada, virou, também, flexível. Há uma reflexibilidade no ar... c) Repercussão Geral, em que se decide em bloco os temas ditos mais relevantes; d) jurisprudência dominante (CPC, art. 557); f) Súmula impeditiva de recurso (CPC, art. 518); g) julgamento do mérito sem processo (CPC, art. 285-A); ..., com o toque fundamental.

12. O fundamental, neste contexto, é a aplicação das lições de Gramsci, a saber, era preciso cooptar os atores judiciais, e a melhor maneira de assim proceder é pagando bem. Diz o ditado popular que pagando bem mal não tem. E a sabedoria popular, no caso, pode ser invocada, porque com ela, entende-se o motivo de o subsídio dos magistrados ser o teto do funcionalismo. Assim, de um momento para o outro, sem alarde, a classe dos juízes, então pertencente ao que se denominava de média, ganhou um up-grade; passou a fazer parte da Elite que consome e, então, passa a defender seus privilégios, os quais acabam se confundindo com os demais, ou seja, grande parte é farinha do mesmo saco. O lanche (subsídio e auxílio moradia), pois, não foi de graça! Pagou-se com a possibilidade do fim da Independência e da Democracia. O resultado efetivo foi um grande “cala a boca” nos juízes que passaram, não raro, a adotar uma postura mais complacente, sem alardes, nem contestações… de ver a banda passar cantando coisas de amor…

13. Isto contracena com o quadro de músicos formados por, pelo menos, dois corpos distintos. O primeiro de velhos músicos, na sua maioria acostumados e desde antes cooptados pelo poder, sem qualquer capacidade crítica e que ocupam os Tribunais da Orquestra. Talvez os “ceguinhos”, “catedráulicos” e “nefelibatas” apontados de Lyra Filho. Os segundos, mais jovens, bem demonstrou Werneck Vianna, fruto de uma pedagogia bancária (Paulo Freire), sem fundamentação filosófica adequada, alienados da dimensão humana e capazes de decorrar milhões de regras jurídicas, somente (Lédio Andrade e Horácio Rodrigues). Logo, incapazes, na sua maioria, de qualquer resistência constitucional, até porque formados na cultura manualesca. A ambos grupos, todavia, deve-se acrescentar dois fatores: a) a sedução cooptativa de um subsídio polpudo. Imaginariamente aderidos, vestem ou querem vestir Prada por possuírem, agora, condições financeiras de consumir. Curtir a vida de maneira diversa dos magistrados antes da Constituição/88. Viajam, compram, estão preocupados no consumo de objetos da moda. Aceitam facilmente o convite para adentrar neste mercado de ilusões, ficando, pois, na mais ampla “ausência de gravidade”, bem demonstrou Charles Melman. Os novos carros do mercado, a nova coleção da estação ocupa o lugar de algo que pode importar, “consumindo”, por assim dizer, o sujeito do enunciado. Torna-se uma maria-vai-com-as-outras. Pensar e resistir, para que? Quer gozar!; b) Este poder gozar, entretanto, cobra um preço. A alienação da capacidade crítica e uma obscena pretensão de eficiência, de quantidade, na melhor linha da Análise Econômica do Direito (Posner), implica o apagar do sujeito. O sintoma desta situação se mostra na aderência sem precedentes aos precedentes, numa americanização da “Orquestra Judiciária Brasileira”. De outro lado, também, cabe apontar que o poder gozar exige, cada vez mais, números de julgamentos, apresentações sinfônicas perfeitas, conforme a partitura, sem limites. Bulimina, stress, cardiopatias, baixa auto-estima, adições, dentre outras saídas, quando não budismo, induísmo, seitas, Juízes de Jesus, acabam se instalando.

14. Christophe Dejours aponta o dilema contemporâneo do trabalho: entre o “desespero” e o “reencantamento”. Isto se aplica do trabalho da magistratura. Após a CR-88, cabe insistir, o trabalho da magistratura modificou-se brutalmente. Antes decidiam-se questões individuais e em velocidade morosa, por assim dizer. No pós/88 o Poder Judiciário é demandado por questões sociais, com a aplicação horizontal dos direitos fundamentais, ingerências na liberdade de contratar (CDC, função social dos contratos e da propriedade, dentre outras questões), com muita aceleração. Daí, em muito, o mal-estar da magistratura individualmente entendida. Claro que ao se falar do coletivo invoca-se o individual (Agostinho Ramalho Marques Neto). Não porque são idênticos, pois cada singularidade é específica, mas justamente porque no enredo destas novas demandas, uma surge como fundante do outro campo, dado que não faz sentido falar-se em exterioridade neste lugar. A atuação do magistrado na seara trabalhista era a de aplicar no caso específico o direito incidente, no paraíso positivista da subsunção da regra geral a um caso específico. Entretanto, nos dias de hoje, com a constitucionalização da vida cotidiana, com o trabalho passando a ser produto de um mercado sem fronteiras e sem limites, via processo flexionado e célere, as coordenadas simbólicas da resposta se modificaram. De um lado o protagonismo na realização do Estado Democrático de Direito e, por outro, o aumento da angústia da função, do “desespero”.

15. Não se trata do aspecto negativo da perda da função, mas das consequências que a função implica em sujeitos que enunciam, do seu lugar. E, claro, há um ser humano no lugar de juiz, cujas relações familiares, de identificação individual e política são atingidas diretamente pelo exercício (in)autêntico da magistratura. Mas discutir o lugar do magistrado é tarefa proibida nos diz Pierre Legendre. Ideologicamente é melhor não deixar ver o sujeito que se esconde por detrás da toga. Problematizar este lugar é uma atividade clandestina, de borda, que procura dialogar com o imaginário social e o real de um sujeito. Enfim, há uma centralidade para o sujeito em seu reconhecimento diretamente ligado à sua atividade judicante, cujo afastamento não pode ser universalizado. A saber, não se trata de um sujeito diverso, totalmente diferenciado no Foro e outro no seu dia-a-dia. O exercício da magistratura causa um efeito decorrente da função. Isto é das leis da linguagem. Não se trata de um conteudismo, ou seja, de um conteúdo que possa ser colocado em todo o que exerce a magistratura. Não! A questão passa sobre os efeitos que o discurso promove no sujeito e seu lugar, bem assim sobre as possibilidades de “reencantamento”.

16. Resistir a isto, todavia, é ir contra a maré das “Almas Belas” (Zizek), gente que em nome do politicamente correto, da aceitação das ditas evoluções sociais, aceita deferir toda-e-qualquer-pretensão para não posar de reacionário, totalitário e conservador. Aceita o jogo do mercado, fabricando e vendendo decisões conforme a moda da estação. Trata-se de um lugar, um lugar que deveria ser de Referência, um lugar cuja função é a de dizer, muitas vezes, Não, disto eu não participo! Entretanto, para que se possa dizer Não é preciso se autorizar responsável, embora o discurso do senso comum o desresponsabilize, coisa que a grande maioria não se sente, por se estar eclipsado em nome do direito do conforto. Este lugar do Julgador precisa ser ocupado com responsabilidade pelo que se passa na sociedade. Não para se tornar o salvador, o novo Messias, e sim para recolocar o Direito no lugar da Referência, de limite. Por aí se pode entender, quem sabe, pelo qual as posturas reacionárias, de indiferença, voltaram com todo o vigor. Pode ser que agora os juízes brasileiros estejam mais interessados nas viagens das próximas férias, em trocar de carro, em comprar as roupas da moda, porque, enfim, na contabilidade do capital, este foi o preço que se pagou. Existem, claro, os que se dão conta e que precisam apontar para isto. A estes se dirá que perderam o juízo... A grande maioria dos Juízes brasileiros não sei se vestem Prada, mas com certeza querem vestir!

17. Um exemplo disto pode ser indicado. O enfrentamento da questão por políticas judiciais de “punitive demages”, ou seja, de decisões que além da reparação apliquem ‘sanções pedagógicas’, só aparentemente resolvem a questão. Implicam na aparente solução. Entretanto, no contexto dos “litigantes habituais”, esta condenação será “contabilizada” nos “custos de produção” e servirá apenas para uma pequena parcela beneficiada, bem como para aplacar a “sede de Justiça Social” de alguns aplicadores do Direito. O pano de fundo da questão não é tocado. E ouso dizer: não pode. Tocar na matriz da questão é impossível por dois fundamentos básicos. O primeiro é que o modelo capitalista mantêm, mesmo nesta compreensão, intocável a troca do trabalho por dinheiro, e estas decisões servem, no fundo, para relegitimar o sistema. O segundo é o de que se atacada a matriz do problema a Justiça do Trabalho perderá, em curto prazo, o glamour. Esta última afirmação é forte e precisa ser lida sem o primeiro sentimento de auto-preservação. Enfim, superada, de fato, a compreensão do trabalho objetificado, no horizonte, a Justiça do Trabalho perde seu sentido. Enfim, se é manipulado, mesmo com as melhores intenções. O sistema neoliberal colocará, no fim, dois freios. O primeiro pelos Tribunais Superiores, como já aconteceu nos EUA e, por último, contabilizará as condenações nos “custos” futuros. A vitória, pois, é de Pirro.

18. Parece, assim, complicado em falar em Não desde dentro da Orquestra. Porque assim proceder pode significar a impossibilidade de gozar na esfera privada, mediante a mais-valia cobrada na esfera pública, tornando-se quase que o músico solista, incapaz de fazer frente à Orquestra Total. Fundar uma Orquestra paralela é impossível. Talvez, então, seja necessário sabotar a Orquestra Principal, assumindo-se, com Gramsci, a condição de intelectual orgânico. A questão é saber se se pode pedir dos magistrados brasileiros isto? Neste estado de coisas, talvez, o ato que se possa fazer seja o de apontar para a cooptação e mostrar que ao mesmo tempo em que os atuais ganharam tudo, os novos magistrados, pós 2004, não terão mais aposentadoria integral, justamente foram estes que deram os aneis. A questão é que quando se dá os aneis, não raro, a mão vai junto..., dia Ângela Konrath.

19. O que se pode pedir ao Poder Judiciário e aos magistrados em 2010? Não mais do que eles podem dar. Esta advertência de Avelãs Nunes precisa ser levada a sério. A escolha está aí: ou o magistrado aceita a lógica de um Presidente das Havaianas/Gerente de Banco, ou garante a dignidade da função. Umberto Eco, em recente entrevista, disse: “Em 1931, o fascismo impôs aos professores universitários – 1200 na época – um juramento de fidelidade ao regime. Apenas 12 recusaram e perderam seus empregos. Talvez os 1.188 que ficaram tivessem razões nobres. Mas os 12 que disseram não salvaram a honra da universidade, definitivamente, a honra do país.” Pensar novas coordenadas de atuação, bem assim sustentar posturas críticas desde dentro do Poder Judiciário, sem medos, nem acovardamento, na perspectiva do “reencantamento” é a aposta desta mesa. Por fim, caso tudo que falei tenha sido apenas uma projeção sem sentido para os outros, terei pelo menos a companhia imaginária de Barthes que disse: "A vida é, assim, feita a golpes de pequenas solidões.
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[1] Realizou estágio de pós-doutoramento em Direito pela Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS. Doutor em Direito (UFPR). Juiz de Direito. Professor do Programa de Mestrado e Doutorado da UNIVALI e da UFSC. alexandremoraisdarosa@gmail.com. (http://lattes.cnpq.br/4049394828751754).

quarta-feira, 5 de maio de 2010

CONCURSO PÚBLICO UFSC: 209 vagas para Docência

Olhando o edital e a oferta de vagas... penso que não falta professor no Curso de Direito da UFSC... Excesso profissional ou reserva de mercado?
Tá aí uma boa pergunta!



Concurso público para docentes dos campi da UFSC tem seis novas vagas com retificação do edital 
Estão abertas, até o dia 10 de maio, as inscrições para o concurso público destinado à contratação de professores do magistério superior para atuação em todos os campi da UFSC. São 209 vagas em 171 campos de conhecimento, de acordo com retificação, Edital nº 23/DDPP/2010, em 26 de abril.
Segundo a Pró-Reitoria de Desenvolvimento Humano e Social (PRDHS), é o maior concurso promovido pela instituição. São 11 vagas para o campus de Araranguá, 10 para Joinville, quatro para Curitibanos e 184 para Florianópolis.
Entre os centros de Ensino do campus de Florianópolis foram distribuídas as seguintes vagas: Tecnológico (23); Sócio-Econômico (21); de Ciências da Saúde (25); de Ciências Jurídicas (1 vaga); de Ciências Físicas e Matemáticas (16); de Filosofia e Ciências Humanas (21); de Ciências da Educação (19); de Comunicação e Expressão (31); de Ciências Biológicas (13); de Ciências Agrárias (13).
Das vagas destinadas a cada campo de conhecimento, 5% serão reservadas às pessoas portadoras de deficiências, amparadas pelo Decreto nº. 3.298, de 20/12/1999, obedecendo, entretanto, ao disposto no parágrafo 2º, artigo 5º, da Lei n° 8.112/1990.
As inscrições devem ser feitas pela internet, no site www.ufsc.br, link Concursos. Caso o candidato não possua acesso à internet, serão disponibilizados computador e impressora no Departamento de Desenvolvimento de Potencialização de Pessoas, no andar térreo do Prédio da Reitoria da UFSC, das 14h às 18h, até dia 10 de maio (exceto sábados, domingos e feriados). O valor da taxa de inscrição varia de acordo com a classe: Adjunto - Dedicação Exclusiva/DE - R$ 110; Adjunto - 20 horas semanais - R$ 70; Assistente - Dedicação Exclusiva/DE - R$ 90.
Outras informações pelo e-mail secretariaprdhs@notes.ufsc.br.

Veja o Edital completo e a retificação no Edital nº 23/DDPP/2010.

Fonte: Agecom

segunda-feira, 5 de abril de 2010

DIVULGAÇÃO: Jornadas Bolivarianas

Jornadas Bolivarianas – Sexta-edição: O Socialismo na América Latina
Já está tudo pronto para sexta edição das Jornadas Bolivarianas, principal evento do Instituto de Estudos Latino-Americanos, que acontece de 12 a 16 de abril, no Auditório da Reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina. O tema deste ano será o Socialismo na América Latina e para debater o assunto o IELA traz, entre outros,  o teórico Heinz Dieterich, professor da Universidade Autônoma Metropolitana do México, que tem sido o disseminador da idéia do socialismo do século XXI, conceito que caminha hoje por vários países da América Latina.

Também estarão em debate outros aspectos da realidade latino-americana como os chamados estados progressistas, com o professor da Universidade Federal do Tocantins, José Pedro Cabrera Cabra, os movimentos originários, com o professor equatoriano Pablo Dávalos, e as perspectivas do socialismo no Brasil, com o professor da Unicamp, Ricardo Antunes. Fugindo um pouco da América Latina, mas aprofundando no debate sobre o socialismo, as Jornadas trazem o teórico chinês Xioaqin Ding, da Universidade de Shangai e atualmente professor visitante na Harward Law University, Estados Unidos.

Igualmente os trabalhos selecionados apresentam um panorama bastante amplo da problemática dos movimentos sociais na América Latina, incluindo ainda a discussão do socialismo na África, o que garante uma boa reflexão sobre o socialismo no sul do mundo.

As Jornadas Bolivarianas começam no dia 12 de abril, às 8h30min, no Auditório da Reitoria da UFSC.

Pequeno currículo dos palestrantes
  • Heinz Dieterich – Nascido na Alemanha, estudou, com bolsa do Sindicato dos Trabalhadores (DAG) e da Universidade Popular (Volkshochschule), na Escola de ambas as instituições. Também estudou com os pais da Escola de Frankfurt: Max Horkheimer, Theodor W. Adorno e a seguinte geração de Juergen Habermas e Claus Offe. Foi militante da organização socialista estudantil SDS e do Partido Social-Democrata, SHB. Desde 1977 é professor de Metodologia na Universidade Autônoma Metropolitana da cidade do México.. Publicou mais de  25 livros individuais e coletivos em quatorze países. Entre eles estão os títulos: Novo Guia para a Investigação Científica; A Sociedade Global (com Noam Chomsky) e, O Socialismo do Século XXI. Economia, Política e Democracia na sociedade pós-capitalista. Mantém solidariedade ativa com os processos de libertação nacional na América Latina e no Caribe e goza da confiança pessoal de vários presidentes latino-americanos. Foi ele quem cunhou e promoveu o conceito de “Socialismo do Século XXI” na Europa e América Latina.
  • Xiaoqin Ding  - É professor visitante da Harvard Law School, professor associado e diretor adjunto do Marxism Research Institute, da Universidade de Shangai. Pesquisador associado do Centro para o Estudo Comparativo do Desenvolvimento Social, da Academia Chinesa de Ciências Sociais; Secretário-Geral Adjunto da Associação Mundial de Economia Política (WAPE), editor-gerente da World Review of Political Economy (WRPE) de Londres, Editor da revista Estudos Econômicos da  Escola de Xangai (Shanghai), Secretário geral do Comitê Socialista de Teoria Econômica, da Sociedade Econômica de Xangai. Tem vários livros publicados, entre eles: An Economic Analysis of Economical Society, coauthored with Yuchang HE etc., Beijing: People’s Publishing House, 2009 e o The Economics of Welfare, Arthur Cecil Pigou, cotranslated with Yuchang HE, Shanghai: Shanghai University of Finance and Economics Press, 2009.
  • Pablo Dávalos  - Professor da Universidade Católica do Equador, foi Vice-Ministro de Economia, autor de vários livros tais como Movimento indígena equatoriano:
  • construção política e epistêmica, Semiótica e Poder, Dívida Externa e Globalização financeira, é especializado em questão indígena na América Latina.
  • Ricardo Antunes – Professor da Unicamp, autor dos livros: Sentidos do Trabalho, Dialética do Trabalho, Adeus ao trabalho?,  Esquerda fora do lugar: o governo Lula e os descaminhos do  PT, entre outros.
  • José Pedro Cabrera Cabral – Professor da Universidade Federal do Tocantins. Trabalha com História Latino-Americana, Identidade Nacional e Movimentos Sociais.

Programação das Jornadas Bolivarianas – Sexta Edição: O Socialismo na América Latina - Auditório da Reitoria


12.04.2010 – segunda-feira
Manhã
. 8h30min – Abertura
Coordenação: Waldir Rampinelli
O socialismo do Século XXI
.9h – Heinz Dieterich - México
Noite
. 18h30 – vídeo
. 19h - Apresentação de Trabalhos
Coordenação: Fernando Correa Prado
. A luta anticomunista durante a guerra fria: o caso da intervenção da CIA na Guatemala -1954 – Anelise Suzane Fernandes Coelho
. Venezuela: Nacionalismo petroleiro e socialismo do século XXI –Vicente Neves da Silva Ribeiro
. A influência socialista no Movimento de Libertação Nacional dos países de língua oficial portuguesa: caso de Angola, Guiné Bissau e Cabo Verde – Joel Aló Fernandes, Tiago Bassika Nzovo, Reinaldo João de Oliveira e Marcos Rogério dos Santos 
13.04.2010 – terça-feira
Manhã
. 8h30min – Vídeo
Apresentação de Trabalhos
Coordenação: Diogenes Breda
. Indigenismo e Interculturalidade no Constitucionalismo Bolivariano – Guilherme Ricken
. Diálogos entre América latina e África na perspectiva do socialismo atual – Reinaldo João de Oliveira, Marcos Rogério dos Santos, Joel Aló Fernandes e Tiago Bassika Nzovo
. Etnicidad, territorialidad y globalización: los casos de Bolívia, Ecuador y México – Francisca Fernández Droguetti - Meios e fins na estratégia do EZLN – Diego Marques Pereira dos Anjos

Noite
. 18h30min – vídeo
19h - Os desafios do socialismo chinês
Coordenação: Lauro Mattei
. Xiaoqin Ding – China 
14.04.2010 – quarta-feira
Manhã
. 8h30min – vídeo
9h - Do socialismo ao progressismo: a incorporação do Movimento de Libertação Nacional Tupamaro ao programa progressista uruguaio -1993-2004
Coordenação: Vitor Hugo Tonin
. José Pedro Cabrera Cabral - UFT - Brasil
Noite
. 18h30min - vídeo
19h - O socialismo e a perspectiva indígena
Coordenação: Elaine Tavares
. Pablo Dávalos – Equador
. 21h – Lançamento de Livros
15.04.2009 – quinta-feira
Manhã
8h30min - Vídeo
9h - O socialismo no Século XXI e alguns desafios da América Latina
Coordenação: Beatriz Paiva
. Ricardo Antunes - Brasil
Noite
18h30min – Vídeo
19h
. Mesa redonda: O socialismo vive
Coordenação: Luis Felipe Aires Magalhães
. Heinz Dieterich – México
. Xiaoqin Ding – China
. José Pedro Cabrera Cabral – Brasil
. Pablo Dávalos - Equador